top of page
Ao redor dos freixos

 

Gostamos de freixos. Dão sempre belas árvores. Nos contextos rurais estão associados a zonas mais frescas, margens de rios e ribeiras, lameiros, e aluviões, por vezes formando mesmo pequenos bosques, os freixiais. Nas cidades formam frequentemente alamedas, ou núcleos em jardins, não sendo também raros os exemplares isolados em praças ou arruamentos.

No Verão, em qualquer contexto, a sua sombra é muito apreciada, pois a folhagem densa dá sempre garantia de maior frescura do que a maioria das árvores ao seu redor. No Inverno, já sem as folhas, os seus ramos coam suavemente a luz, convidando a que nos sentemos à sua beira.

A sua bela madeira tem muitas utilizações. Mobiliário, construção, moldes, etc. Por aqui (Museu da Carris) estamos habituados a vê-la nas portas e janelas dos velhos eléctricos.

Um dia chegaram-nos dois cadeirões nórdicos, simples, belos e eficazes, como apenas os nórdicos sabem fazer. O proprietário não gostava do seu acabamento, muito escuro e com uma espessa camada de verniz. Impossível saber de que madeira se tratava, no entanto, sabendo a sua origem, poderia ser teca, ou mesmo pau-santo. Metemos mãos à obra e… descobrimos que eram em freixo!

Tivemos de os libertar de todos os vestígios da antiga velatura e verniz. Foi um trabalho árduo, mas valeu bem a pena, pois desta forma os veios do freixo ficaram completamente à vista. Um envernizamento final incolor garantiu que a complexidade dos veios sobressaísse ainda mais. 

Sabemos que irão para uma casa nas proximidades de uma ribeira. Deve ser um lugar muito belo. Há, com toda a certeza, por lá freixos.

© 2018 EraUmaVezFabulas.

Webdesign by Vera Neves

  • Facebook Clean
  • White Instagram Icon
bottom of page